quinta-feira, março 10, 2016

Quando encontras hamburgers vegetarianos!



Quando notas que uma mercearia de rua aqui à porta de casa tem hamburgers vegetarianos embalados em plástico transparente, a conversa desenrola-se assim:


Vem a funcionária a passar:
Eu: Desculpe, quanto são estes hamburgers?
Funcionária: São XxX.
Eu: E de que são feitos?
Funcionária: São vegetarianos
Eu: Sim, mas de que são feitos?
Funcionária: Mmm, não sei.

Virando-se para o homem do talho:

Funcionária: Oh Sr. Qqcoisa, de que são feitos os hamburgers?
Homem do talho: Hamburgers de?
Eu: Vegetarianos.
Homem do talho: Esses hamburgers são vegetarianos.
Eu: Sim, eu sei, mas de que são feito?
Homem do talho: Ora, esses devem ser feitos à base de ervas.
Eu: Mas eles não podem ter só ervas. Batata, não?
Homem do talho: É capaz de ter batata. Só vendo na caixa.

O Homem do talho tira uma caixa vazia debaixo da arca e mostra-me ficando eu a saber os seus componentes, incluindo o facto que não têm batata ou sequer ervas aromáticas de nenhum género.

sábado, fevereiro 27, 2016

terça-feira, novembro 24, 2015

O tio deve ter cara de tinto #2

As primeiras perguntas foram relacionadas com eu ter ou não provado o vinho em questão. As de agora já ultrapassaram o sabor (já se habituaram a ver-me lá a trabalhar) e agora passaram a ser sobre se o vinho é verde ou maduro e se o vinho é bom para temperar.

Enquanto que a relação verde / maduro pode ser bem definida (Verde corresponde ao vinho produzido à zona entre Douro e Minho, Maduro corresponde a tudo o resto), o rótulo nem sempre diz onde o vinho é produzido ou não diz que é um vinho de mistura (verde com maduro). Logo, se não diz no rótulo e a menos que eu tenho ido apanhar uvas à zona do vinho e saiba onde fica, não vão ter sorte quando me perguntam se o vinho é verde ou maduro.



Outra é a eterna pergunta sobre qual o melhor vinho para temperar. Eu até sei algumas coisinhas sobre cozinha dai posso pelo menos perguntar para que querem o vinho. Se para carne ou peixe, se tempero ou refogado, etc. Claro que no fim quando aconselho um ou outro vinho que outros me disseram que é bom para aquele fim os clientes pegam e levam um pacote de vinho do mais barato porque afinal "é para temperar". Senhores e senhoras, se só querem gastar pouco dinheiro, não me gastem o tempo.

A última é a champanhe. Ora, nós não temos champanhe, temos vinho espumante. Porque é que eu faço esta diferenciação? Toda a champanhe é vinho espumante mas nem todo o vinho espumante é champanhe. A champanhe é produzida na região de Champagne, na França (dai o seu nome), e é um vinho espumante. Todos os outros vinhos espumante produzidos fora dessa região são somente vinhos espumante e não champanhe. É o mesmo que querer Maizena em vez de amido de milho ou Gilettes em vês de lâminas de barbear. É a típica utilização da marca para pedir o produto.


Eu posso não saber mais nada sobre o mundo, mas sei isso sobre a champanhe. E explicar isso ao cliente? "Não temos champanhe, temos vinho espumante." Ficam logo a pensar que não é aquilo que queriam. Tenho de parar de tentar educar os clientes. Afinal, a população daquela zona é mais rude que os ferrenhos de futebol durante um jogo da sua equipa, independentemente de quem tem razão.

PS. Se estou errado sobre a champanhe, digam-me. O mesmo sobre o vinho verde/maduro.


segunda-feira, novembro 23, 2015

Quando o tio vai à Invicta

Bem sei que tenho andado um pouco afastado do blog, mas é por uma boa razão. Trabalho agora a tempo inteiro e, tendo em conta o tipo de trabalho, acreditem que chego a casa cansado e com a simples vontade de me deitar. Nem sequer as folgas ajudam a descansar decentemente.

Utilizei uma dessas mesma folgas para dar um saltinho ao Porto. Não fui em passeio, mas acabei em passeio. Fui entregar o meu bilhete da Comic Con Portugal 2015 a quem mo comprou (e desde já obrigado). Àqueles que ficaram contentes a pensar que eu já não vou, lamento desiludir. Eu vou na mesma. Katachau!


De qualquer maneira, depois desta entrega feita e de uma hora de paleio, lá fiquei eu sozinho... sem nada para fazer. Ainda estava com esperanças que a minha menina conseguisse sair cedo do ofício... mas nada feito. Lá fiquei eu sozinho para ir à Porto Book Stock Fair 2015.

A feira acima referida é baseada na venda dos stocks das livrarias. Livros que ficaram parados por um infinito de razões, mas que na minha opinião é porque simplesmente não vendem. Patrocinada pela Calendário de Letras, admito que aquilo ocupava todo o espaço do Pavilhão Rosa Mota (Palácio de Cristal).






No entanto, após lá chegar, ver todas as bancas e apenas achar dois livros que me interessavam, cheguei à seguinte conclusão. Todos os livros expostos não venderam porque, na verdade, não há interesse neles. Claro que eu tenho os meus gostos e isso influencia imenso o que eu acho interessante. Claro que a impressão que as bancas só estavam a ser colocadas com intenção de mostrar para o fim de semana (sim, porque ninguém compra livros à semana) e também que todas as bancas pertenciam ao stock da Calendário de Letras não ajudou muito. Lá encontrei dois livros da Argonauta (O Dragão Branco 1 e 2) e me vim embora, deveras desiludido. No ano passado, vieram muitos mais livros e mais variados.


Como sai de lá mais cedo que o que esperava, lá dei um passeio pela cidade. Essencialmente só andei e, depois de todo o andar, decidi almoçar num restaurante gourmet (que agora não me lembro do nome mas fica à beira dos Clérigos). Decidi comer lá porque o menu era o mais barato e eu queria-me sentar a comer sem ter trolhas a estupidificar o ambiente. Uma sopinha, um frango à Sto. António que me deixou os lábios a arder, e lá vim eu para casa.

E vocês, o que fizeram na vossa folga/dia livre.

PS. Ter folgas à segunda feira e só saber que as temos no dia anterior não dá muito para organizar seja o que for.